Saga dos Pergaminhos - Capítulo 11

 Tenha uma boa leitura!

Já era de manhã do dia seguinte à expulsão de Azalea. Neth e Jolyeta caminhavam entre as árvores da Rota 33 em direção à Cidade de Violet na esperança de lá encontrar alguma informação sobre as raízes.

Jolyeta: E aí a Totodile pulou no braço do monge com um Crunch e evoluiu ao mesmo tempo! - A garota contava o ocorrido na maior alegria. — Foi demais! Quer dizer, triste pelo braço, mas era ele ou eu, então....

Neth observava a colega de viagem contar os acontecimentos do templo, mas a atenção dos dois se voltou ao vento que havia começado a ficar mais forte. Partículas cor-de-rosa apareceram flutuando logo em seguida, impressionando ambos.

Neth: Isso me lembra o Fairy Wind que os Hoppip da fazenda faziam na época de primavera, o pó fazia os humanos ficarem felizes e cantarolar por horas seguidas e alguns até ficavam pra sempre...

Jolyeta: O QUE?! - Ela retira uma pokébola do bolso e a lança, desesperada. — Croconaw, Aqua Tail giratório!

— NARW! - Rugiu.

A crocodilo sai da esfera e passa a girar de costas no chão como uma dançarina, sua cauda foi tomada por água e agia como irrigadora do local, derrubando as partículas rosadas no chão. Aproveitando a situação, Joly puxa Neth pela mão e juntos entram numa caverna.

Neth: Vo-Você é doida...? - O garoto arfava pela ação repentina.

Jolyeta: Estamos na PRIMAVERA, Neth!

Demora um pouco, mas Neth logo arregala os olhos ao perceber o que aquilo queria dizer. Os dois se viram e passam a observar a caverna.

Jolyeta: Deve ter outra entrada nessa caverna, vamos procurar.

Neth: E desde quando eu sou obrigado a ir com você? Não estamos viajando juntos. - Disse, franzindo o cenho. — Só estou viajando pra encontraR alguém capaz de paraR as raízes e salvar minha fazenda.

Joly  se virou para o outro e fechou os punhos próximos a cintura.

Jolyeta: Se preferir ficar, tudo bem. Sem mim, você já estaria morto pelos Scyther's de Bugsy ou estaria dançando eternamente com Hoppip's. - Respondeu e se virou para entrar na caverna. — Estou aqui pela Flauta Dourada que seus amigos monges me roubaram, você não sabe nada de mim!

Neth: Que? Eles não são meus amigos!

Joleyta: Todos sabem seu nome, Neth! - Ela grita pela última vez e finalmente entra por completo na caverna.

A pokébola de Mareep se eletrifica, dando um pequeno choque em Neth que percebe que aquilo não era mentira. O treinador suspira e segue Jolyeta em silêncio.
Depois de vários passos adentro, um estranho gemido que transmitia dor e ao mesmo tempo medo ecoou.

— Tããããn....!

Uma pokébola é lançada na frente dos dois e Joly se assusta, dando um gritinho.

Neth: Monstro, vai na frente. - Ele sorri. — Se for algum monstro assassino, ele vai seR pego no nosso lugar. - Sussurrou no ouvido da colega.

Jolyeta revirou os olhos e então seguiram andando até que.... A garota deu outro pulinho de susto e em seguida um tapa nas costas de Neth.

Jolyeta: Nunca mais me lamba, seu nojento!

Neth: LambeR? Por que eu te lamberia?!

Jolyeta: No-jen-to!

Enquanto os dois discutiam, Mareep pôde ver pequenas ondas sonoras azuladas se transportando pelas paredes da caverna e tentava avisar os treinadores, mas sem sucesso. As ondas passam a aumentar e então com elas vieram a voz do dono daquele movimento.

— TÂN, TÂN, TÂN!

Neth: É o mesmo baru- ARGH!

Neth e Jolyeta tampam os ouvidos com as mãos e caem no chão, reclamando do alto volume. O garoto assistiu uma enorme língua rosa sair da escuridão, enrolar Jolyeta e então a puxar, em seguida olhou para onde Monstro deveria estar e não o viu, por fim olhou para o lado, dando de caras com pés rosas.
Nada conseguiu fazer graças ao chute que levou na cara, desmaiando.
 
Um chute atingiu a barriga de Croconaw que estava caída no chão da caverna, acordando-a.
 
Tyrogue: Acorda, idiota. Vamos embora.

Croconaw: Meu amoor, chegou ontem e acha que pode sair chutando a veterana aqui? - Ela bateu palminhas fazendo pose depois de se levantar. Não demorou muito para que ela lembrasse o que tinha acontecido com seus treinadores. — Ir embora pra onde? Você vai vir comigo salvar a Joly e o Kenneth ou vai perder esse bracinho mixuruca.

O pé do Tyrogue recém-capturado se enche de aura e então ele pisa no chão, cruzando os braços e revirando os olhos num suspiro.

Tyrogue: Tu sabe que nossos ataques só machucam pra valer os humanos, né? Aquele Shuckle vai recuperar o tentáculo que cortei daqui uns dias.

Os dois pokémon trocam olhares raivosos antes de Tyrogue sentar e começar a meditar. Ondas sonoras circulares eram visíveis saindo de baixo dele e percorrendo toda a caverna.

Croconaw: Minha parceira ta perdida e você ta meditando? - Disse, incrédula. — Amado??

Tyrogue: Se prestasse atenção, veria que estou usando o Foresight. - E então se levanta, apontando para um corredor. — Os dois humanos estão para lá. Tem um pokémon com eles.

Croconaw e Tyrogue seguem o corredor, este que tinha algumas ramificações, sendo que em uma delas dois Heracross brigavam por uma concha de Shuckle. O vencedor ergueu a concha como um troféu e bebeu todo o suco ali dentro, o que fez Tyrogue ficar parado de tão impressionado, afinal, era sua primeira vez no mundo selvagem.

Croconaw: Se apaixonou, amor? Vai lá que eu tenho certeza que eles também vão amar ter você para o jantar.

Tyrogue: Cala a boca.

Tyrogue revirou os olhos e seguiu em frente, sendo seguido pela crocodilo. Até que pararam num corredor sem saída.
Uma enorme parede de pedras cheia de teias, folhas velhas trazidas pelo vento e até mesmo algumas bolotas onde se poderia chutar serem pokémon azarados que se tornaram comida de aracnídeos.
O silêncio dominou o local e Croconaw começou a bater a pata no chão nervosa, afinal, Tyrogue tinha certeza de que aquele caminho era o certo.

Tyrogue: Da pra parar de bater esse maldito pé?

Croconaw: Sério? Você é um pokémon de laboratório que mal sabe usar um Foresight para localizar alguém e no fim só ta preocupado com meu pé batendo no chão?

Tyrogue: Eu sei usar meu Foresight direito, Croconaw. A única coisa que eu não sei é quem é você e pretendo continuar assim, então só cala a boca, belê? - Ele força um sorriso. — Vamos trabalhar juntos até eu encontrar o dono da minha pokébola, depois nunca mais quero ver sua cara.

A Croconaw fez cara feia e deu um passo para frente, claramente irritada.

Croconaw: Por que você é tão... Babaca? Não podia ter pelo menos um pouco de sensibilidade e empatia pelos outros? 

Tyrogue: Sério? A pokémon que amputou o braço de um monge está querendo cobrar sensibilidade e empatia de mim? Ha, ha. 

Enquanto falava, Tyrogue observava todos os lados do túnel em que estavam, seus olhos tinham a cor vermelha graças ao Foresight ativado.

Croconaw: Eu fiz aquilo para proteger a Joly, ao invés de você que amputou os tentáculos daquele Shuckle só por si mesmo! Você sabia que, se vencesse ele, teria chances de fugir do laboratório. - A cauda dela chicoteava e era possível ver algumas gotículas de água circulando em volta dela.

Tyrogue: E você está certa. - O Foresight se desligou e então o pokémon olhou para a colega. — Sabe quantos dias fiquei lá em baixo tendo que tomar e comer todo tipo de experimento só para chegar em algum resultado científico?  - Ele fecha os punhos enquanto lembrava de algumas situações. — Humanos não ligam para nós, Croconaw, nunca ligaram! Eu nasci e morreria lá naquele aquário e agora estou aprisionado em uma pokébola porque simplesmente me recusei a obedecer aquele tal de Joyline, então, sim, eu venci aquele Shuckle só para, pela primeira vez na vida, ter a sensação de me sentir livre, mas... Veja só, cá estou eu preso numa caverna procurando o meu maldito "dono".

~☀~☀~
Dois Tyrogue meditavam calmamente depois de comerem, enquanto outro chutava e socava um saco de pancadas. Algo em comum entre eles — além de sua espécie — era que todos estavam presos atrás de grades. Um humano parou em frente á gaiola de grades que prendia o que estava treinando e anotou algumas coisas numa caderneta.

Cientista: O Tyrogue Zero-Dois não apresenta resultados com a pílula letra C número cinco de dez. - Ele diz em voz alta. — Os outros dois Tyrogue's já demonstraram sinais de calma, mas esse não. Deem as 5 pílulas restantes do grupo C para ele de uma vez só e se mesmo assim não reagir... Avançamos para o grupo D.

???: Senhor, ele não vai resistir. Não podemos fazer isso! - Um monge que estava ao fundo escutando as ordens ao lado de mais dois se pronunciou.

Cientista: Eu não me importo! - O homem socou a grade assim fazendo a jaula toda tremer. — Não podemos usar essas pílulas nas flores de Azalea até termos certeza de que trazem os sentimentos certos para corrigir a loucura dos cidadãos. Peguem as malditas pílulas AGO-

O Tyrogue Zero-Dois se movimento em uma velocidade inacreditável para chegar até o cientista e puxá-lo contra as grades. A caderneta caiu e os óculos passaram a rachar graças à pressão que sofriam ao serem forçados contra a barreira de metal, até quebrarem.
 
 Não demorou muito para os três monges se aproximarem rapidamente e soltarem o cientista das mãos do pokémon, que foi eletrizado com uma arma de choque e caiu ao chão tremendo.

Cientista: Eu quero que coloquem essa imundice numa cela aquário, estão me ouvindo?! - Ordenou enquanto entrava na jaula e passava a chutar e pisar no pokémon enquanto o xingava.
~☀~☀~

Croconaw: Eu... - Ela engole em seco após ouvir a história, afinal, não tinha sido tão diferente assim com Jolyeta. — Eu... - E então suspirou. — Acho que começamos pelo pé esquerdo, é que to preocupada com a Joly e...

Tyrogue: Ta, ta... Deixa isso pra lá.. - E então ele olha para Croconaw, arregalando os olhos. — Isso não é só teia de Ariados!

Croconaw olha para trás e se aproxima ao lado do lutador da parede que estava coberta de teias, os dois afastam as teias do caminho e descobrem uma entrada para uma gruta ali.

Tyrogue: Eu sabia! Meu Foresight não erra! 

Assim que entram na gruta, parecia tudo vazio até que, em um piscar de olhos, uma língua rosa se estica em alta velocidade, puxando o pé da Croconaw.
 
Croconaw: ISSO É UMA LÍNGUA?! ME AJUDA!

Mais línguas apareceram de todos os lados tentando acertar Tyrogue, que rebatia todas com socos e chutes. O pokémon olhou para Croconaw sendo arrastada e correu até ela, tratando de segurar a língua e puxa-lá para descobrir quem era seu dono.
De dentro da escuridão, um Lickitung foi puxado.

Croconaw: Aqua Tail!

A cauda de Croconaw se encheu de água e Lickitung foi puxado direto nela, explodindo... Como um clone.

Jolyeta: ME AJUDEM, POR FAVOR! - Um grito ecoou em um canto da caverna.

Os dois pokémon avistaram Jolyeta enrolada por uma língua e prestes a ser engolida, no chão ao lado dela estava Neth envolvido por saliva seca.

Tyrogue: Você não precisa anunciar seus ataques... - Murmurou.

Croconaw: Aqua Jet!

Partículas de água iam se juntando no corpo da Croconaw conforme corria na direção da treinadora até formar um jato que foi de encontro com o Lickitung, esse que também explodiu em fumaça.

Croconaw: Outro clone! - Reclamou e depois ajudou Jolyeta a se levantar.

Da escuridão, vários Lickitung's apareceram. Tyrogue entrou em posição de ataque e sua mão direita se energizou antes que ele cortasse o ar com ela, lançando um Vacuum Wave que explodiu todos os inimigos.
 
Tyrogue: Nenhum é o verdadeiro...?

O pokémon lutador tinha os olhos semicerrados focando na escuridão bem na sua frente para tentar enxergar se havia alguém ali, mas não demorou muito para arregalar os olhos novamente ao ouvir a voz do dono de sua pokébola.

Neth: Tyrogue, atrás de você! - O treinador gritou enquanto era solto da saliva seca com a ajuda de Croconaw.

Tyrogue se virou e recebeu uma pancada de língua, sendo projetado para trás sem tempo de esquiva.

Lickitung: Eles serviriam de refeição por duas semanas, você estragou tudo! - A pokémon esbravejou.

A Lickitung novamente esticou sua língua e pegou Tyrogue pelos chifres girando-o no ar e em seguida o jogando no chão próximo aos treinadores.

Lickitung: Ninguém sai da minha toca! - Voltou a esbravejar enquanto se posicionava na frente da única saída dali.
 
Neth se aproximou em passos mancos de Tyrogue e o ajudou a se levantar.

Neth: Use o golpe do chute!

— TCHAI!

Tyrogue pegou impulso e se projetou na direção da inimiga, energizando seu pé e então chutando Lickitung na barriga. Neth chutou o ar ao mesmo tempo em sincronia com seu pokémon e Jolyeta pôde ver um sorriso no rosto do garoto.
 
Neth: De novo!

Dessa vez, os dois se abaixaram numa rasteira que derrubou a inimiga no chão.

Neth: Lance o ar forte!

Ao invés de ouvir o treinador, Tyrogue potencializa seu pé novamente e pisa na barriga de Lickitung, fazendo-a cuspir Mareep cheio de baba e desmaiado.

Neth: Viu, eu disse que era uma boa ideia deixa-lo na frente. - Disse orgulhoso para Jolyeta. — Podia ser eu ali!

Os olhos de Tyrogue brilham em vermelho e escaneiam o corpo de Lickitung antes de começar a acertar o corpo da inimiga em pontos específicos com socos cheios de aura de Vacuum Wave, o quarto soco a deixa desabilitada. 

Neth: Yanma também sabia esse golpe... - Comentou depois de assistir o Foresight.

Depois de finalizar a oponente, Tyrogue pega a ovelha no colo e a leva para Neth.

Jolyeta: Agradeça ele, se sacrificou por ti! - Quase que ordenou ao ver o Mareep desmaiado chegando aos braços de Neth.

Neth: Ahm... - Ele olha para o pokémon em seus braços. — Obrigado, ...Mareep. - E então acaricia a cabeça dele, o retornando para a pokébola.

O som de algo caindo é escutado e Neth olha para trás, se deparando com Jolyeta deitada desastrosamente no chão.

— Crow-Cronaarw! (Jolyeta está des-mai-a-da!)

Neth: E-Eu vou carregar ela... - Ele diz revirando os olhos e se abaixando. — Aliás, obrigado, Tyrogue, obrigado Croconaw. Sem vocês nós seríamos comida daquela Lickitung. Nunca mais entro em uma caverna.

Tyrogue franze o cenho e bufa, afinal, ele quem tinha feito tudo enquanto Croconaw só o seguia. Já Croconaw sorriu e abraçou as pernas de Neth.
Depois do abraço, Neth coloca Jolyeta nos ombros e sai andando, seguindo Croconaw e Tyrogue que procuravam uma saída. O treinador passa por cima de Lickitung que estava desmaiada na entrada da gruta e tropeça em seu braço, derrubando uma pokébola sem perceber.
A esfera toca no corpo da pokémon selvagem e...

Saga dos Pergaminhos - Capítulo 10

 
Tenha uma boa leitura!

Jolyeta e Croconaw tentavam passar com esforço pela multidão de pessoas que choravam e riam durante seus encontros nas ruas. Quem chegasse de longe imaginaria que todos não se viam há anos, quando na verdade eles só haviam se libertado da hipnose causada pela flor vermelha.

Mulher: É tão bom te ver de novo, meu bebê!

— Suuun! - Um Sunflora respondeu enquanto abraçava a treinadora.

Jolyeta: Nunca vamos sair daqui com esse tanto de gente na rua. Vamos cortar caminho.

Treinadora e pokémon deram meia volta, entrando novamente no beco do templo e tratando de entrar em outro beco logo em seguida. Era quase um labirinto.

— Bzzzz! 

Vários ruídos passaram a ecoar repentinamente atrás dos dois que estavam ali, chamando a atenção deles e fazendo com que virassem, dando de cara com um enxame de Beedrill.
 
— Croco, Croconaw! - O jacaré entrou em posição de ataque, ficando sob quatro patas e rugindo para as abelhas.

Jolyeta: Fala sério, não temos para onde fugir! - Grunhiu em desapontamento. — Nara, nos ajude!

Uma pokébola foi lançada e uma Spinarak se libertou em cima das costas da parceira de equipe Croconaw, em um mísero segundo vários tiros de teia foram pela aranha  na direção das abelhas.
 
As primeiras Beedrill foram acertadas e caíram ao chão, diferente das que estavam atrás que conseguiram se proteger com Sludge Bomb, bombas de lodo repletas de fungos que atingiram algumas paredes e corroeram todo o cimento.
 

Jolyeta: Eu achei que vocês seriam bondosas, lembram que nos deram Bom dia quando chegamos na cidade? - Falou, dando passinhos para se distanciar do local onde a bomba de lodo tinha acertado. — Croconaw, por favor, Aqua Jet. Nara, atire String Shot nele!

A boca do crocodilo abriu e começou a babar água, esta que o cobriu antes dele se projetar contra as abelhas. Os tiros de teia flutuavam na água que estava em volta de Croconaw e, assim que algumas Beedrill foram acertadas, todas as teias lançaram-se para diferentes direções, acertando as que ainda estavam voando.

Jolyeta: Vocês irão se recuperar com descanso, meus ataques foram apenas atordoantes! - Informou antes de sair correndo com seus pokémon.

Os três passaram por quatro casas ligadas àquele beco antes que finalmente chegassem à um corredor que levava ao Centro Pokémon.

Jolyeta: Agradeço, Croconaw e Nara, podem descansar agora. - A garota abraça os dois pokémon e os retorna.

Um assobio cantarolante vindo da direção do Centro Pokémon passou a ser ouvido, chamando a atenção da Joy.

Neth: Achei que tinha me livrado de você. - Falou de braços cruzados. O treinador estava sentado em um banco observando a comemoração dos cidadãos. — Como se consola uma Joy chorona? 

Jolyeta: Como assim? - Ergueu uma sobrancelha enquanto se aproximava, mas foi respondida com apenas um apontar de dedo.

Na entrada do hospital pokémon, Joyline estava caída de joelhos e chorando. Um hoothoot com roupa hospitalar passou voando por ela e quase foi pego pela enfermeira, mas escapou.

Joyline: Voltem! Vocês ainda não foram curados! - Implorou.

Jolyeta: Aquelas flores do hospital também hipnotizou eles...

Joyline: Foi por uma boa causa! Os monges me falaram que eles não sentiriam mais dor. - Ela enxugou as lágrimas com as costas das mãos. — Eu sou um desastre!

Joly respirou fundo e suspirou, se virando para Neth em seguida.

Jolyeta: O Senhor S precisa saber disso.

???: A cidade de Azalea não precisa de ninguém, nem de visitantes! - Uma voz masculina disse em tom autoritário, chamando a atenção de todos dali. — Joy, pegue o Tyrogue problemático e devolva.

Joyline: Tudo bem, Bugsy... - A enfermeira se levanta tremendo depois de tanto chorar e entra no Centro Pokémon.

Neth e Jolyeta trocam olhares e se aproximam, confusos.

Neth: E quem é tu?

Bugsy: E quem é tu?! Pivete, eu sou Bugsy, líder de ginásio e prefeito da cidade de Azalea. - Bateu com o pé no chão, começando a ficar vermelho de tão irritado. — E, como representante da voz do povo, digo: A Cidade de Azalea está de volta ao mapa, agora mais rigorosa do que nunca.

Duas pokebolas se abriram de dentro dos bolsos do paeltó do líder e dois Scyther saíram dali, se posicionando na frente de seu treinador. As lâminas presentes em seus braços brilharam de tão afiadas.

Jolyeta: Neth, não chegue perto. Existem lendas de que as lâminas dos Scyther's dele podem cortar até mesmo sem encostar. - Sussurrou, segurando no braço do treinador.

Neth: Ele precisa sabeR das raízes. Destruíram Goldenrod e vão destruir outras cidades com certeza. - Ele resmungou e se soltou da colega, aproximando-se. — Bugsy, têm raíze-

Antes de terminar de falar, os Scyther empurraram o treinador no chão, ativando seus Sword Dance logo em seguida. Uma aura azul cobriu os dois pokémon e tomou formas de espada antes de desaparecer.
 
Bugsy: Eles não terão dó na próxima vez. - Advertiu.

Joyline chegou logo em seguida com uma pokébola branca em mãos, uma premierball.

Jolyeta: E cadê os outros Tyrogue? - Perguntou enquanto pegava em mãos a esfera branca, percebendo então que os olhos de Joyline não eram mais vermelhos.

Sem olhar para o colega, Jolyeta da a premierball nas mãos de Neth, que guarda a esfera no bolso. 

Bugsy: Eles não apresentam perigo. - Disse enquanto arrumava uma mecha de cabelo que tinha caído para frente, jogando-a para trás da orelha direita. — Ficarão na cidade e serão treinados para defender os cidadãos. 

Neth: Ão, ão, ão, tu só sabe falaR palavras com ão?

A pokébola de Mareep faíscou e deu um pequeno choque em Neth, tirando uma careta dele.

Joyline: Não se preocupem, eles serão bem tratados.

Os Scyther deram um passo para frente e ativaram outro Sword Dance. As garras dos pokémon cresceram alguns centímetros, o que chamou a atenção dos dois treinadores.

Bugsy: Terei que mandar meus Scyther's atacarem? - Falou e semi-cerrou os olhos. — Saiam antes que a cidade volte ao cotidiano e percebam os turistas aqui.

Jolyeta: Não, não precisa. Estamos de saída.

Joly pega no pulso de Neth e o puxa, o treinador resistiu por um tempo antes de se render e seguir a companheira de viagem até os becos da cidade em direção à rota 33.

[Remake] As Aventuras de Gilbert, capítulo 1

Era de noite e todas as luzes da cidade já estavam apagadas, com exceção das luzes vindas de dentro de uma casa. Lá, uma pequena e velha televisão estava ligada num canal documentário.

"E essa é Sinnoh, uma região conhecida e querida por muitas pessoas..."
File:Sinnoh from the sky.png

E então o canal foi trocado para o noticiário, onde uma mulher de cabelos azuis falava num microfone.

Repórter: Hoje se completa uma semana desde que um Shinx anda atacando treinadores novatos pelas rotas aos redores de Twinleaf. Growlithe's da polícia de Sinnoh foram enviados e não encontraram nada. - Ela noticia enquanto imagens de um Shinx mordendo a calça de um garoto passam na televisão. — Eu sou Sarah Ribeiro para Sinnoh News.

Enquanto as notícias passavam, um senhor estava sentado em sua poltrona com estampa de coqueiros.

Kami: Agora que Gilbert tem dez anos ele finalmente vai sair em jornada com Lucario. - O senhor falava com a sombra que flutuava ao seu lado. — Você precisa protege-lo. - Seus olhos pretos focaram na sombra.

A sombra ondulou levemente antes de sumir pela janela e, por algum motivo, o homem entendeu aquilo como um "Sim". 
O dia logo amanheceu e, depois de tomar um reforçado café da manhã, o senhor e Gilbert se encontravam do lado de fora de casa.

Kami: Nos encontraremos em Oreburgh, não se esqueça. - Advertiu, arrumando os óculos-de-sol no rosto. — Se cuidem.

Gilbert, um garoto ruivo, estava ao lado de seu Lucario, ambos tinham felicidade irradiando de seus rostos.

Gilbert: Nos vemos lá, vovô Kami. - Afirmou.

— Cawrio! - O pokémon azulado gritou enquanto se afastava ao lado do treinador.

Os dois seguiram em direção à rota 201, um pedaço de floresta que separava a Vila Twinleaf da Vila Sandgem. Estava clara a felicidade de Lucario por finalmente sair em uma jornada com Gilbert, afinal, os dois esperavam por aquilo desde que se conheceram, quando o treinador tinha seus 5 anos.
Desde então, nunca mais se separaram e tornaram-se melhores amigos.

Depois de muitas paradas para observar pokémon voadores, a dupla finalmente conseguiu enxergar Sandgem ao fundo, mas a bela visão da vila perdeu seu foco graças ao som vindo de um arbusto, do qual saltou um Shinx.

Gilbert: Lucario, acho que esse é o Shinx que está passando na TV a semana inteira! - Ele ergue o dedo indicador na direção do felino.— Tenho certeza que é ele!

O Shinx não parece ligar para o que garoto dizia já que sua pelagem passa a faiscar e então um Spark é disparado na direção de Gilbert.

— SHIIIIN!

A claridade emitida pelo ataque impediu que Gilbert visse o que aconteceu, mas assim que a eletricidade se dissipou para todos os lados e desapareceu no ar, Lucario foi revelado na frente de seu treinador com alguns pequenos arranhões nos braços, os quais estavam em forma de X na frente de seu rosto.

Gilbert: Obrigado, Lucario! - Gilbert coloca a mão no ombro do lobo e sorri. — Não queria usar ataque como esse, mas vamos lá, use Aura Sphere!

O braço direito de Lucario se ergue e então o ar começa a ser atraído até a palma de sua mão, formando uma esfera azulada que cresce rapidamente até atingir certo tamanho e ser lançada contra Shinx.

O leãozinho salta no momento em que a esfera o acertaria e então uma nuvem de poeira se ergue, tirando a visão de todos.

Gilbert: Vamos aproveitar para fugir, venha!

— Rawr!

Os dois correm pela fumaça e seguem adiante, finalmente passando por uma placa que dava boas-vindas aos aventureiros e sinalizava que ali era a entrada da Vila Sandgem.
Não foi muito difícil chegar no laboratório pokémon, afinal, a dupla já estava no ritmo de fuga e aproveitaram para apostar uma corrida até o lugar, a qual Lucario foi o vencedor.
Sandgem Town - Bulbapedia, the community-driven Pokémon encyclopedia

Na frente do laboratório, um senhor de paletó acenava para uma garota de cabelos azuis que ia embora para a rota seguinte com algo em mãos, mas que não era possível enxergar graças a distância.

Gilbert: Chegamos, Professor Rowan! - Ele disse entre suspiros de cansaço. 

Rowan: Oh, Gilbert e Lucario, pensei que haviam se perdido. - O homem coloca as mãos dentro dos bolsos do paletó. — Acabei de entregar os primeiros pokémon para três novos treinadores da cidade, pensei que estaria aqui para vê-los.

Gilbert: Aaaah! Queria ter conhecido eles. - Lamentou. — Eu e Lucario tivemos um imprevisto na rota. - Disse, como se a culpa fosse do Shinx e não das várias paradas para observar pokémon.

Rowan: Tudo bem, guardei uma pokédex e algumas pokébolas para você.

Rowan esticou a mão e entregou para Gilbert o aparelho vermelho e um saquinho de pano com cinco pokébolas dentro.

Gilbert: Obrigado, professor! - Ele sorri e guarda os materiais em seus respectivos lugares, a pokédex num bolso e as pokébolas vazias foram encaixadas em seu cinto. — Agora finalmente poderemos formar um grupo de amigos pokémon, né, Lucario?

— Lucahr!

Rowan: Aliás, você já ouviu falar da Copa Júnior? Vai acontecer na Cidade de Hearthome e...

A informação de Rowan foi interrompida por um grito e em seguida um clarão aparecendo na mesma direção em que a Rota 202 começava.

Rowan: Eu achei que ele não iria aparecer hoje... - O professor semicerra os olhos. — É um Shinx que fugiu do meu laboratório semanas atrás, eu o estava treinando para ser um dos pokémon iniciais.

Gilbert: Deixe que eu e Lucario cuidamos disso, professor! - Pokémon e treinador cerram os punhos ao mesmo tempo e sorriem. — Esse Shinx não vai mais causar problemas.

Sem esperar mais respostas, Gilbert e Lucario correm na direção dos vários clarões de eletricidade que ainda aconteciam. Não demoraram parar chegar e verem um pokémon pinguim sendo acertado por um Spark e em seguida arremessado para cima de uma garota caída no chão.

Gilbert: Lucario, Metal Claw cruzado!

O Shinx selvagem saltou e disparou outro Spark na direção da treinadora novata e seu pokémon, este que só não acertou graças a Lucario que entrou na frente e dispersou a eletricidade bloqueando-a com o Metal Claw.
 
Gilbert: Vocês estão bem? - Perguntou enquanto se aproximava para ajudar a treinadora a se levantar. — Eu sou Gilbert e ele é o Lucario.

Dawn: Meu joelho está ralado. - A garota resmungou, abraçando seu pokémon com os olhos lacrimejando. — Meu nome é Dawn e esta aqui é a Piplup.

— Pi-Piplup!

Aproveitando a distração, Shinx ativou seu Spark novamente, se envolvendo completamente na eletricidade e projetando o corpo contra Lucario, derrubando o pokémon lobo no chão.

— SHIN!

Gilbert: Lucario! -  Ele fecha os punhos, visivelmente irritado por ter perdido o foco. — Bone Rush combo um, como treinamos!

Lucario estende uma mão e com ela forma um sabre de osso, o qual usou para dar uma espécie de rasteira em Shinx que estava próximo, consequentemente lançando-o ao ar.
 — LUCAAAWR!
  
Logo em seguida, o pokémon lobo saltou e acertou com o sabre de osso na cabeça de Shinx com enorme força, projetando-o de volta para o chão.

Poeira se ergueu de onde Shinx caiu graças à potência do impacto e isso foi tempo suficiente para Lucario pousar no chão e comemorar com Gilbert pelo acerto de combo.

Dawn: Gente, a batalha não acabou, cuidado! 

Vindo de dentro da nuvem de poeira, Shinx estava coberto de eletricidade e raiva.

Gilbert: Close Combat!

Assim que Shinx se aproximou , Lucario rodopiou e ergueu a perna, projetando-a num chute que colidiu com a cabeça do pequeno leão e o lançou para longe. Graças a força, Shinx rolou diversas vezes pelo chão até finalmente bater contra uma árvore e se revelar derrotado.

Gilbert: Essa é a última vez que você causa problemas, - Ele pega uma pokébola de seu cinto e toca em seu centro para fazê-la crescer. — Pokébola, vai! 
 
A esfera foi lançada e sugou Shinx para dentro, precisando girar três vezes antes de libertar pequenos flashes brancos, indicando a captura.

Gilbert: Temos nosso primeiro companheiro de viagem, Lucario!

— Luca!

Os dois batem as mãos no alto num high-five feliz e então Gilbert vai pegar a pokébola do chão.

Dawn: Parabéns pela captura, eu mal tinha entendido a situação quando ele chegou me atacando e por isso não consegui comandar Piplup direito... - Ela esfrega as lágrimas com um dedo. — Me desculpe, Piplup.

— Píplup! - E então a pinguim abraça a treinadora, arrancando um sorriso dela.

Gilbert: Olha, está tudo bem, você é nova e coisas como essa acontecem. - Ele sorri, tentando conforta-lá. — Venha, irei te ajudar a chegar ao Centro Pokémon, assim aproveito para curar Lucario e Shinx. 

Gilbert, Lucario, Dawn e Piplup passam a andar em direção à próxima cidade conhecida por Cidade de Jubilife sem nem ao menos perceberem que, atrás da árvore onde Shinx tinha batido, havia uma sombra os observando de longe.

Capítulo 1 da Fanfic Original, clicando aqui

Saga dos Pergaminhos - Capítulo 9

Tenha uma boa leitura!

???: Booooouaaa noitêê! - Um homem exclamou ao aparecer na frente de Neth, Jolyeta e Mareep.

Os três estavam exaustos de carregar os Tyrogue que haviam resgatado e de tanto correr pela floresta para encontrar a Vila de Azalea.

Neth: Ahm... Boa noite... Onde fica o Centro Pokémon daqui?

???: Ô meu jovi, fica beeeeim ali!

Um Centro Pokemon ficou visível ao longo daquela rua, depois de várias casas pintadas de marrom parecidas com as árvores ao redor. Era praticamente a última casa da rua: Um grande salão com o símbolo de Centro Pokémon, sua decoração externa eram várias raízes em volta da construção com flores vermelhas saindo de algumas delas.
Jolyeta foi na frente, sendo seguida por Mareep e só depois por Neth também. Um atrás do outro, como uma fila.

Mulher: Bem-vindos!

Criança: Bem-vindos!

— Beeeee! - Um enxame de Beedrill's os cumprimentou.

Conforme passavam pelas pessoas e pokémon na calçada, o trio era sempre cumprimentado e não existia um único ser ali que não fizesse tal coisa.

Jolyeta: Foi só eu que percebi ou eles são muito estranhos?

— Riiiip....! - O ovelha concordou com a cabeça.

Neth: Eles só são educados, tu que é estranha.

Não demorou muito para que eles entrassem no hospital pokémon e, diferente dos outros, as portas não eram automáticas. Um Chatot com asa enfaixada voou em volta da cabeça deles enquanto repetia "Enfermos!" várias e várias vezes.

Enfermeira Joy: Se acalme, Chatot. - Disse sorrindo.

A mulher estala os dedos e uma raiz com uma flor na ponta desce do teto, a flor para na frente do rosto do pássaro e então espirra pólen, que acalma o pokémon pássaro e o faz pousar em um velho sofá.
Jolyeta olha para Neth em pura confusão, mas o menino estava maravilhado com aquela bela flor vermelha.

Enfermeira Joy: Me desculpem por ele, Chatot está em tratamento. - Ela coça os olhos de cor vermelha com as mãos. — Sejam bem-vindos, visitantes. Eu sou Joyline, enfermeira de Azalea, posso avaliar esses Tyrogue?

Jolyeta: Ahm... Pode?

Neth: Pode sim, toma.

Os três Tyrogue foram entregues e levados para a parte interna do Centro Pokémon junto com o Chatot adormecido, todos em cima de uma maca. Joyline voltou minutos depois com uma Comfey em volta de seu pescoço.

Joyline: Vocês podem dormir aqui se quiserem. - Ela estica a mão que continha duas chaves de quarto. — Pacientes tem hospedagem gratuita.

Neth pega a chave em um piscar de olhos e agradece com os olhos brilhantes.

Jolyeta: Aiai... Depois eu sou estranha. - Ela pega a chave restante. — Obrigada, Joyline.

As duas Joy's trocam olhares semicerrados antes de cada um ir para seu lado, os dois treinadores para o segundo andar procurar seus quartos e a enfermeira para a área interna, onde ficavam os enfermos.

Jolyeta: Você também não acha estranho todas essas flores espalhadas pela cidade, Totodile? - A menina falava com sua pokémon, as duas sentadas em cima da cama.

— Daile...? - A jacaré-azul fez uma cara confusa e olhou para um cipó que continha uma flor vermelha na ponta.

Totodile deu um salto da cama e abocanhou a flor, cuspindo-a no chão e pisoteando suas pétalas. Ao fim de tudo, cruzou os braços e fez cara de braveza, tirando risos de sua treinadora.

Jolyeta: É bom saber que não sou a única que desconfia de tudo... Agora vamos dormir, Neth e eu vamos saber sobre os Tyrogue amanhã.

— Totototodile! - Ela coloca uma touca de lã cinza e pula no colo de Jolyeta, se aconchegando para dormir.

Foram necessários poucos minutos para que as duas caíssem no sono, coisa que Neth e Mareep já tinham feito há mais tempo.

O sol clareou toda a cidade com a luz alaranjada da manhã e os Hoothoot já reclamavam da claridade em seus olhos com vários piados raivosos, o que servia de despertador para os trabalhadores da cidade. Jolyeta se levantou com Totodile dormindo em seu cabelo rosado e, por pena de acorda-la, apenas a retornou para a pokébola. A menina se levantou e depois de se arrumar foi direto ao quarto em que Neth estava hospedado.

Jolyeta: Neth, acorda! - Gritava enquanto batia na porta, até perceber que não tinha mais ninguém lá dentro.

Neth: Booooouuum día, Jolyeta! - A voz dele saiu atrás dela, a alegria era totalmente notável.

Joly gritou e pulou por puro susto, se virando para estapear o peito do garoto em uma forma de expressar sua raiva.

Jolyeta: Não me assuste desse jeito! Estou te chamando para irmos conferir os Tyrogue, qual o seu problema?! - Dizia como se sussurrasse algum segredo.

Neth: Pra quê se preocupaR? Eles estão com a Enfermeira Joy! - Um sorriso bobo não saia de seu rosto. — Vamos aproveitaR a beleza da vida!

Jolyeta: Não confio na Joyline, se você não vem então eu vou sozinha.

A menina desceu as escadas rapidamente e voltou para o hall do Centro Pokémon, foram necessários alguns passos pra chegar ao balcão da recepção.

Jolyeta: Eu quero ver meus Tyrogue. - Disse, curta e grossa.

Enfermeira Joyline: Bom dia, Jolyeta, seus Tyrogue estão doentes e não podem receber visitas. - E sorriu ao fim da frase.

Jolyeta ficou encarando os olhos vermelhos de Joyline, aquilo não era normal em uma pessoa da família Joy, todas tinham característicos olhos cor-de-rosa.

Jolyeta: Eu sei que você tem alguma coisa de estranha e vou descobrir o que é.

A garota deu meia-volta e saiu do Centro Pokémon, ouvindo um "Volte sempre!" logo depois e se segurou para não voltar lá e fazer alguma coisa com a cara de Joyline.
Sem esperar Neth, Joly andou pela cidade na procura de algum templo, todas as cidades de Johto continham antigos templos graças aos monges fundadores da região e com toda certeza lá ela encontraria alguma resposta. Por onde passava ouvia vários "Bom dia!" de todas as pessoas e pokémon (estes que falavam em sua língua, mas era clara a intenção).
Se enfiando em um beco cheio de grama alta, Jolyeta conseguiu localizar o que estava procurando, um grande templo feito de madeira com algumas estátuas de Bellossom nos dois lados da porta principal.

Jolyeta: Finalmente, eu não... Aguentava mais. - Agradeceu em meio à arfadas de cansaço.

Alguns Zubat abriram voo quando a porta se abriu e Rattata's correram por entre as pernas da menina que, por estar acostumada com pokémon, não se assustou.

Jolyeta: Alguém? Monge de Azalea? - Falou, mas a única coisa que ouviu de resposta foram seus próprios ecos.

O hall era uma enorme floresta de raízes que se cruzavam aqui e ali e seguiam caminhos diferentes, sendo impossível avistar qualquer coisa ali dentro a não ser um caminho iluminado até uma sala de canto. Jolyeta suspirou ar frio e afagou os próprios braços para se esquentar.

Jolyeta: Essas raízes... - Murmurou enquanto caminhava até a sala iluminada, passando por um corredor entre todas aquelas raízes.

A sala iluminada era similar à uma pequeníssima biblioteca, em todas as suas quatro paredes existia uma prateleira de tamanho necessário para que nem uma única cor da parede fosse mostrada, todas lotadas de livros e papéis tão apertados uns nos outros que alguns quase estavam sendo expelidos para fora. No meio de tudo havia uma mesa de madeira velha com um livro de capa de pano e páginas amareladas em cima dela.
(Não ta do jeito descrito, mas só pra ter uma ideia)

Jolyeta: Ta bem... É mais antigo do que eu esperava. - Ela vira para a primeira página e vê rascunhos de um Bulbasaur com várias raízes saindo de seu bulbo.

Nas páginas seguintes haviam vários outros rascunhos de pokémon do tipo planta conforme sua numeração na pokedex e todos tinham raízes saindo de alguma parte do corpo ou até mesmo complementando ele como fortes armaduras.
Em outras páginas, haviam desenhos de flores parecidas com as que estavam espalhadas pela cidade. Um desenho em específico mostrava a flor expelindo esporos, ao lado uma descrição "Pó da Loucura".

Jolyeta: Eu sabia que isso não era normal! - Exclamou, se sentia vitoriosa com aquilo.

???: Sabe, no começo era engraçado ver você e o menino Blukleaf nos interrompendo a todo momento, mas agora começou a irritar. - Uma voz familiar veio de trás.

Jolyeta pulou de susto e se virou, bem na sua frente estava Monge Gabriel. O mesmo monge que tinha roubado a Flauta Dourada dias atrás.

Monge Gabriel: Vamos acabar com isso, Oranguru!

A mão do monge entrou na manga esquerda do kimono e retirou uma pokébola, mas não teve tempo de lançar já que uma Totodile pulou e mordeu seu braço.

Jolyeta: Obrigada, Totodile!

— Tutututu! - Respondeu de boca cheia.

Monge Gabriel: ESTOU LUTANDO POR SUA LIBERDADE, POKÉMON ALIENADO! - Gritou enquanto chacoalhava o braço até finalmente se soltar do pokémon.

Assim que Totodile caiu no chão, um grande orangotango foi libertado em cima dele, um Oranguru!

Jolyeta: Totodile, se mantenha firme, por favor! - Pediu enquanto tateava a mesa atrás de si para tentar achar algo na intenção se defender. — Vocês não querem libertar os pokémon, apenas querem destruir o vínculo que foi criado entre nós há séculos!

Monge Gabriel: Você não sabe nada, garota. - Ele esticou o cinto e de lá retirou uma espada. — Chega de estragar a Missão Sagrada.

A espada foi erguida ao ar e Jolyeta arregalou os olhos. No chão, Totodile assistia o monge se aproximando para conseguir ter a chance de acertar a garota com a espada.

— TOTOOOOOODAAAAAAA!

Após o grito de raiva e desespero, uma enxurrada de água passou a sair da boca do jacaré e a cobrir seu corpo, formulando um poderoso Aqua Jet.

Monge Gabriel: O que é isso...?!

O corpo de Totodile acumula toda a água do Aqua Jet e a expele numa explosão, lançando Oranguru para um amontoado de cipós presentes fora da sala. Em seguida, a jacaré se lança contra o braço do monge novamente, sua boca emitia faíscas negras e a partir dela seu corpo começou a brilhar.

Jolyeta: Aprendeu Crunch e... Ta... Ta evoluindo! - Quase gritou, impressionada.

Monge Gabriel: Me ajuda! Ela vai destruir meu braço! - A essa altura, o homem já estava ajoelhado.

Conforme o corpo do jacaré crescia e engordava ainda coberto por brilho, as veias no braço do monge escureciam até ele finalmente ser solto pela poderosa mandíbula pokémon. O brilho se dissipou numa onda de vento e revelou um Croconaw.

— CROOOOOCONAAAW! - Rugiu.

Monge Gabriel: Me-Meu braço! - Ele choramingava enquanto apertava o próprio braço. Os dedos do velho começaram a ficar roxos, a cor foi cobrindo todo o membro até parar no cotovelo. — GWAAAAAAAAAH!

Passos fortes tremeram toda a estrutura e Oranguru apareceu correndo até seu dono, preocupado. O pokémon usou de seu leque de folhas para abanar o velho.

Jolyeta: Vocês tem culpa da cidade estar assim, né? - Exclamou, se lembrando de Neth estando hipnotizado de um dia pra outro repentinamente.

Monge Gabriel: A sociedade monge tentou de tudo, mas essa foi a única opção! - Sua voz saia mais alta do que o normal graças ao choro contínuo. — Aquelas flores estavam fazendo todos enlouquecerem e... Foi aí que usamos Bellsprout para controla-las. - Ele apontou com a cabeça para um pokémon que ficava próximo do teto no hall de entrada.

Jolyeta olhou para fora da sala e arregalou os olhos ao ver um Bellsprout no meio das várias raízes presentes no lugar, seus braços e pernas estavam ligados nelas.

Jolyeta: Vocês... Escravizaram um pokémon?

Monge Gabriel: Bellsprout era nosso companheiro, ele se sacrificou por nosso bem-estar. Começou a controlar os esporos das flores, passando sentimentos felizes ao invés de... Enlouquecedores.

Jolyeta: E por que não botaram fogo em tudo? Pra que fazer Bellsprout passar por isso? - O punho da garota estava fechado em puro desgosto daquelas atitudes e seu olhar ajudava a transmitir isso.

Monge Gabriel: Fogo? N-Não podemos queimar essas flores! Elas podem ajudar muito a sociedade! - Exclamou, ainda sentado no chão. — Como estão fazendo agora! Azalea agora é uma cidade feliz, o que há de errado nisso?

Jolyeta: Felicidade feita por movimentos pokémon não é felicidade, é manipulação. - E então pegou um livro de uma estante, o jogando para cima.

O objeto bateu na lâmpada da pequena sala e a quebrou, fazendo com que várias faíscas saltassem para diversas direções. Não demorou nada para o livro passar a liberar fumaça e em seguida revelar uma chama.

Monge Gabriel: Oranguru, nos tire daqui!

— Guuuru!

O orangotango pegou o monge no colo e correu pelo corredor de raízes, saindo do templo. O livro em chamas caiu em uma prateleira que, de tão velha, não tardou a se inteirar de fogo também, iniciando um incêndio.

— Crocoooonaw! - O pokémon pegou na mão da treinadora e a puxou para fora da sala, tirando-a do caminho de vários objetos que caiam queimando das prateleiras.

Jolyeta: Vamos sair também!

Os dois passaram correndo lado a lado no corredor de raízes, este que já começava a pegar fogo. E então saíram, mas permaneceram na frente do templo assistindo ele cair aos pedaços.
Enquanto isso, no Centro Pokémon, Neth cantarolava para a flor em seu quarto até que, de repente, a viu escureceu e cair murcha no chão. O treinador paralisou olhando para a planta com cara de dúvida.

Neth: O que aconteceu, Joly...? - Perguntou, piscando os olhos várias vezes como se tivesse saído de um transe. — Jolyeta? - Ele se virou, procurando pela amiga.

Casos iguais começaram a acontecer instantaneamente, as flores do hall de entrada do Centro Pokémon murcharam e caíram, assim como flores decorativas que estavam espalhadas por toda cidade.
Entre as várias cinzas que caiam do céu pelo incêndio que já engolia a torre do templo, um pedaço de jornal pousou bem na frente de Jolyeta.

"06/01/2016
NOVAS FLORES SERÃO PLANTADAS NA REGIÃO DE JOHTO!
uma empresa as trouxe de..."

Jolyeta: Nós... - Engoliu em seco enquanto lia o pedaço de papel. — Nós precisamos encontrar o Neth.